
Entre a ponte duas mãos,
o rio rindo e os carros cantando. Búzinas lá lá.....
O sol se esconde ali na ponte
do Pina atrás de Atacado da Construção,
tudo é visível feito vento, levando uma topada na água.
Caindo aqui e acula, pipas marginas.
Um cardume de cheira-colas bem pertinho estava, batendo bola.
Não tenho freio nas palavras
pois ainda não consertei o que quebrou em mim.
Por acaso.
Você já desceu de alguma ponta das cinco pontas de seus dedos,
com uma bicicleta sem freio? Experimente.
A sensação de cair no abismo,
mesmo sabendo que irei parar nas tuas mãos.
A ponta da faca, cega, hoje inaugura seus óculos
- tu vai a festa, de sangue e alma?.
Erro de corpo, e não paro mais em mim.
Sem querer barriga de um dos cheira-cola ronca alto,
quebra esse poema,
espanta borboletas de papel iluminado, espalhadas
perto da ponte bem nutrida, que já tinha almoçado.
Aldemir Suco


